terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O professor está sempre errado

Em 2008 fiz uma homenagem aos professores, com uma linda mensagem de um autor desconhecido. Desta vez, resolvi homenageá-los com um texto (recebido por email) que retrata ,com mais realismo e propriedade, a percepção que alguns alunos e seus familiares têm, atualmente, desses profissionais, que são fundamentais para o desenvolvimento de uma nação.

O professor está sempre errado

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".

É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Feliz 15 de Outubro! Feliz Dia do Mestre!


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O castelo da Hello Kitty

Navegando na web, dei de cara com uma casa fofíssima. Na verdade, trata-se de um castelo inaugurado e aberto ao público, no início do ano em Xangai – o Castelo da Hello Kitty - em homenagem aos fãs da gatinha mais famosa do Japão. Imaginem o frisson, que não causará nas meninas essa descoberta. Até eu, que não sou tão menina assim, fiquei encantada com o castelo, com os detalhes da mobília e com a combinação de cores. Um luxo!



A Hello Kitty é uma personagem criada pela empresa japonesa Sanrio .Ela foi patenteada em 1976 e é hoje uma marca mundialmente conhecida. A personagem é a figura de uma gata branca com traços humanos que usa um laço ou flor na orelha esquerda e não possui boca.
Ela tem uma irmã gêmea chamada Mimmy e namora um gatinho branco (semelhante a ela) chamado Daniel. A Hello Kitty nasceu em pequenos artigos para garotas e conseqüentemente se desenvolveu também da mesma forma. A Sanrio lança todos os anos uma série de artigos com a Hello Kitty, incluindo bolsas, cadernos, agendas, fichários, bijuterias, adesivos e muito mais. (Fonte: Wikipédia)

Telenovelas brasileiras influenciam cubanos

As telenovelas exibidas pela Rede Globo de Televisão, de há muito, fazem sucesso nos lares brasileiros e de vários países no mundo. Elas ditam a moda e o comportamento de milhares de pessoas e têm provocado nas últimas décadas , segundo uma pesquisa, a queda da taxa de natalidade e o aumento de divórcios no Brasil. Mas, eu não sabia que a sua influência era tão grande em Cuba:

“Algum dia a história de nossas últimas décadas deverá ser contada a partir das telenovelas brasileiras que passaram pela telinha. Ouviremos os especialistas estabelecerem paralelismos entre a quantidade de lágrimas derramadas diante da televisão e o grau de resignação ou de rebeldia adotado na vida real. Também será matéria de estudo a esperança que alimentava em nós aquele sujeito – o dos folhetins televisivos – que conseguia sair da miséria e realizar seus sonhos”.

Este é um trecho de um dos capítulos do livro da cubana Yoani Sánchez, a blogueira mais premiada do mundo. Yoani comanda o blog Generación Y e está impedida pelo governo cubano de vir ao Brasil, para o lançamento de seu livro “De Cuba, com carinho” (Editora Contexto).


No livro ela segue contando a influência das telenovelas brasileiras na vida do povo cubano:

“Nessa provável análise, terão que incluir, sem dúvida, a atormentada ficção de A escrava Isaura . A mulher mestiça que escapava de um amo cruel paralisou nosso país e, numa ocasião, fez com que passageiros se negassem a subir num trem e permanecerem na estação durante a transmissão do capítulo final. Inclusive nos serviu de fonte para analogias entre o escravocrata que não concedia a liberdade à sua serva e os que agiam como nossos patrões, controlando tudo”.

“Nessa época, as amigas de minha mãe se divorciaram em massa, inspiradas na personagem independente de Malu, que criava sozinha uma filha e não usava sutiã”.

“Veio então o ano de 1994 e o maleconazo obrigou o governo a adotar certas aberturas econômicas, que se materializaram em quartos de aluguel, táxis particulares e cafés autônomos. Nesse momento chegamos perto da trama de uma produção carioca que influiu diretamente na forma de nomear as novas situações. Nós cubanos batizamos de paladar o restaurante administrado por gente comum, da mesma forma que a empresa de alimentos criada pela protagonista de Vale tudo. A história da mãe pobre que vendia comida na praia e terminou fundando um grande consórcio, para nós, se assemelhava à dos recém-surgidos cuentapropistas, que equipavam a sala de casa para oferecer pratos extintos décadas atrás”.

“Depois, as coisas começaram a se complicar e vieram seriados em que camponeses reclamavam suas terras, mulheres cinquentonas faziam planos para o futuro e repórteres de um jornal independente conseguiam conquistar mais leitores”.

“Os roteiros desses dramas acabaram sendo – nesta Ilha – chaves para interpretar nossa realidade, compará-la com outras e criticá-la. Daí que, três dias por semana, fico diante da tela para ler nas entrelinhas os conflitos que envolvem cada ator, pois deles surgem muitas das atitudes que meus compatriotas assumirão na manhã seguinte. Terão mais ilusões ou mais paciência, em parte “graças” ou “por culpa” dessas novelas que nos chegam do sul “.

As reportagens sobre o impedimento de Yoani, podem ser lidas nas revistas Época Online (de onde retirei os trechos do livro da blogueira) e Veja Online.

Para ler as reportagens, siga os links:

A blogueira Yoani Sánchez não pode sair de Cuba e As três mentiras de Cuba


E você, caro (a) leitor (a), acha que as telenovelas influenciam a vida das pessoas?


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